Os Blocos Econômicos: ALCA

Com a globalização, surge uma tendência comercial de formação de blocos econômicos, com o objetivo de facilitar as relações comerciais entre os países pertencentes. Dessa forma, os blocos econômicos, também chamados de blocos comerciais, são agrupamentos de 2 ou mais países, que têm como finalidade a integração econômica e/ou social.

A formação de um bloco econômico de livre comércio nas Américas tem por objetivo eliminar, paulatinamente, as barreiras alfandegárias entre os países. Em função do bloqueio econômico que sofre, imposto pelos Estados Unidos, Cuba não faz parte deste acordo. Se aprovada, a ALCA será o maior Bloco Econômico do mundo.

Área de Livre Comércio das Américas (ALCA)

Criação do Bloco

As primeiras negociações da ALCA ocorreram em 1994, durante a Cúpula das Américas. Nessa ocasião, foram assinadas a Declaração de Princípios e o Plano de Ação, para que se eliminasse, até 2005, as barreiras alfandegárias entre os países do continente americano. A proposta, feita pelos Estados Unidos, foi de se estabelecer um espaço de circulação de mercadorias, serviços e capitais entre todos os 34 países da América, exceto Cuba.

Oposição

Américas

Mapa das Américas

Atualmente, vários países americanos fazem forte oposição ao acordo. Dentre eles, se destacam o Brasil e o Argentina, que defendem o fortalecimento do comércio regional ao invés de se submeter à competição com as enormes empresas norte-americanas. Nesse ponto, é preciso lembrar que existe uma grande disparidade entre a economia do EUA e dos outros países da América, uma vez que o primeiro figura entre as principais potências econômicas mundiais.

Na Venezuela, o então Presidente Hugo Chávez também liderava um forte movimento de oposição a ALCA. O país encabeça uma proposta alternativa em relação ao bloco, chamada ALBA (Aliança Bolivariana das Américas), balizada pela integração solidária entre os países latinos. Essa integração solidária buscaria gerar o desenvolvimento econômico e social mútua, assim como valorizar a cultura latino-americana.

O governo atual da Venezuela de Nicolás Maduro, assim como o anterior de Hugo Chávez, é contrário ao funcionamento da ALCA. De ideologia socialista (chamado de bolivariano), o governo venezuelano defende a ideia de que a ALCA seria um mecanismo político-econômico para que os Estados Unidos possam controlar e explorar os países da América.

Dificuldade de Implementação

Os Estados Unidos são quem conduzem as negociações para implementação do bloco. Caso seja criada ALCA será um dos maiores blocos econômicos do mundo, com um PIB de cerca de US$ 12 trilhões e uma população de mais de 850 milhões de habitantes.

No entanto, devido às críticas e oposição de vários países, o plano de implementação do bloco está “engavetado” desde 2005, quando houve a última Cúpula das Américas. Nessa ocasião, o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush não abriu mão de algumas medidas protecionistas em relação aos produtores norte-americanos, o que desagradou outros países.

ALCA e Wikileaks

Segundo os documentos oficiais, disponibilizados no ano de 2011 pelo site Wikileaks, o governo norte-americano responsabilizou o Brasil pelo fracasso das negociações em 2005. De acordo com os relatórios vazados, o governo brasileiro não tinha um interesse real na implementação do bloco econômico pois estaria mais preocupado em fortalecer as relações comerciais regionais com os países vizinhos e renovar o Mercosul, bloco econômico que integra os países da América do Sul.

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