Magnetismo

Ao descobrirem na província de Magnésia, localizada na Ásia Menor, abundantes jazidas de uma pedra que atraía o ferro, os gregos estavam tendo, pela primeira vez, conhecimento de um fenômeno chamado magnetismo.

Um fato muito curioso relacionado com esse minério, a magnetita, é que suas pedras sempre apontam para o pólo norte da Terra, descoberta que não poderia ter sido feita pelos antigos, que desconheciam a existência dos pólos. Mas, graças a essa propriedade, a magnetita podia ser usada para orientar os navegadores. Contudo, o primeiro homem a empregar o ímã natural como auxiliar em viagens terrestres parece ter sido o chinês Shen Kun, matemático e inventor que viveu entre os séculos XI e XII. Coube, no entanto, aos árabes a primazia no uso da bússola magnética na navegação entre Sumatra e a China.

Tudo isso aconteceu vários séculos antes que os cientistas dos tempos modernos aprofundassem o conhecimento sobre a natureza do magnetismo. Sabe-se hoje que certas substâncias possuem magnetismo próprio e que o fenômeno depende da disposição dos elétrons no interior de seus átomos. Em alguns materiais, como a magnetita, o ferro e o aço, o movimento e arranjo dos elétrons é feito de tal forma que os átomos se comportam como se fossem minúsculos ímãs.

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Todo ímã tem dois pólos, um norte e um sul. Pólos diferentes se atraem e pólos iguais se repelem

Campo Magnético

Quando em movimento, os elétrons criam em torno de sua trajetória uma região onde atuam forças: é o campo magnético. Por exemplo, um ímã colocado nas proximidades de uma corrente elétrica sofre influências do campo magnético criado por essa corrente de elétrons e, assim, é atraído ou repelido, ou simplesmente desviado, dependendo de sua posição relativa à corrente.

Dessa forma, nos diversos átomos os elétrons originam campos magnéticos, cada um deles com determinada orientação. Numa peça de ferro, os átomos têm seus campos magnéticos orientados em diversas direções, de tal modo que um anula o efeito do outro, isto é, o campo magnético resultante (a soma de todos os campos) é nulo: o material não está magnetizado.

Contudo, a barra de ferro pode se transformar numa agulha magnética (num ímã), bastando para isso colocá-la em contato com um ímã. Assim, os diversos campos magnéticos dos átomos da barra de ferro se orientam pela influência do ímã. Com isso, produz-se um campo magnético no interior da barra e esta fica magnetizada.

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