Humanismo

Durante a Idade Média o universo e o homem eram explicados com base na noção de hierarquia: haveria uma escala de seres, no ápice da qual estaria Deus. Consequentemente, também a sociedade seria hierarquizada, em seu cume situando-se a Igreja. Ou seja, o profano se sustentaria no sagrado, o natural no sobrenatural, e o meramente humano nada valeria, a não ser quando salvo e apoiado pelo divino.

Contra essa concepção colocou-se o humanismo, movimento literário e filosófico originado na Itália, na segunda metade do século XIV e depois difundido por outros países da Europa, tornando-se um dos principais fatores do surgimento da cultura moderna. Os humanistas exaltaram a dignidade do homem, proclamando a sua liberdade em relação à natureza e à sociedade. Defenderam também a ideia de que o mundo natural, o universo físico, não é o local das tentações e do pecado, mas o reino do homem. Essa ideia foi muito importante, pois incentivou as pesquisas científicas sobre a natureza.

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Arte no humanismo

Os humanistas tomaram para modelo os pensadores e escritores da antiguidade clássica, empenhando-se em divulgá-los. As chamadas “humanidades” (poética, retórica, histórica, ética e política) passaram a constituir a base da educação. Defensores da tolerância religiosa, os humanistas afirmavam a existência de uma identidade por trás da diversidade das crenças.

Os grandes humanistas da Renascença foram Erasmo de Rotterdam, Pico della Mirandola, Marsillo Ficino, Lorezo Valla e outros.

A palavra humanismo também designa, genericamente, toda corrente de pensamento, de qualquer época, que valoriza o humano e o situa no centro de suas investigações.

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