Guimarães Rosa

O povo e a vida do sertão de Minas Gerais  inspiraram João Guimarães Rosa a produzir obras inovadoras, de conteúdo universal, que o fizeram um dos maiores escritores brasileiros. Guimarães Rosa nasceu em 1908 em Cordisburgo, na zona pastoril do centro-oeste mineiro. Interessou-se cedo pelos estudos de línguas e chegou a falar francês, inglês, alemão, italiano, holandês, sueco, russo, grego, latim e até línguas orientais. Depois de formar-se médico em Belo Horizonte, foi clinicar no interior e passou a escrever contos e poesias. Em 1934, entrou para a carreira diplomática.

Serviu primeiro em Hamburgo, Alemanha, onde assistiu à evolução do nazismo. Depois da declaração de guera pelo Brasil, ficou detido em Baden-Baden até o fim do conflito mundial. Prosseguiu a carreira servindo em Lisboa, Bogotá e Paris. De volta ao Brasil, em 1958, tornou-se chefe do Serviço de Demarcação de Fronteiras.

Guimarães Rosa e sua Obra-Prima

grande sertao veredas

Grande Sertão: Veredas – A obra-prima de Guimarães Rosa

Mantinha-se afastado dos ambientes literários, apesar do sucesso de seu livro de contos Sagarana, publicado em  1946. Dez anos depois, publicou Corpo de Baile (novelas) e sua obra-prima, o romance Grande Sertão: Veredas, um dos mais analisados e louvados da literatura brasileira. O livro conta a estória do jagunço Riobaldo e seu bando, atuando num sertão que representa o mundo. O sucesso do escritor tornou-se internacional: desde 1961, seus livros são publicados em muitos países da Europa e América, consagrando seu regionalismo de conteúdo universal e seu estilo requintado e poético, baseado na rica linguagem do sertanejo mineiro.

João Guimarães Rosa foi eleito, em 1963, para a Academia Brasileira de Letras, mas só assumiu sua cadeira em 16 de novembro de 1967, três dias antes de morrer. No mesmo ano havia publicado o livro de contos Tutaméia, seguido pela edição póstuma de Estas Estórias.

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