Revolução Francesa – Contexto histórico e motivações

A Revolução Francesa foi um dos períodos históricos mais decisivos e tem grandes possibilidades de cair na prova do ENEM. Ela foi tão importante, que diversos movimentos da época foram influenciados por seus ideais, entre eles a Inconfidência Mineira. Como o processo revolucionário foi duradouro e um pouco confuso, é preciso estudar os acontecimentos em etapas, para que o seu entendimento fique esclarecido.

O que estava acontecendo na França?

Quando falamos sobre qualquer evento histórico, o mais importante é saber o que estava acontecendo no mundo naquele momento, que possa ter desencadeado aquela reação. No caso da Revolução Francesa, o cenário era bastante insatisfatório para o povo francês. Seu rei, Luis XVI, era tido como fraco e desinteressado pelo governo e sua esposa, Maria Antonieta, não era bem aceita como rainha por ser uma estrangeira e ainda não ter dado ao rei nenhum herdeiro, além de encher a coroa de dívidas enquanto o povo passava fome.

Economicamente dizendo, o país encontrava-se em péssima situação: um rigoroso inverno havia castigado as colheitas, deixando o preço dos alimentos mais básicos extremamente alto e os camponeses em situações de fome. A indústria têxtil também sofria dificuldades por causa da concorrência com os tecidos ingleses que chegavam do mercado interno francês. Por isso, a quantidade de desempregados aumentava cada dia mais, aumentando também o número de famintos e marginalizados.

Além disso, a população francesa que era enorme (a maior do mundo na época), em 1789 estava dividida da seguinte maneira:

Revolução Francesa

Divisão da população na França de 1879

O Clero e a Nobreza tinham prioridades que eram “pagas” pelo povo, como isenção às taxas de imposto, pensões pagas pelo estado e a permissão de exercer cargos públicos. Todos estes gastos eram suportados pelos impostos que somente o povo pagava.

A Revolução

Diante de tanta insatisfação e influenciados pelas ideias iluministas e por suas péssimas condições de vida, os componentes do 3º Estado (burguesia, artesãos, camponeses e operários) logo começaram a exigir algumas mudanças, solicitando até mesmo uma Assembleia dos Estados Gerais na tentativa de mudar sua condição. A Assembleia era sempre formada por um representante de cada estado, e como o Clero e a Nobreza sempre estavam unidos, o povo acabava nunca conseguindo seus intentos, uma vez que sempre ficavam 2 votos contra 1.

A insatisfação só aumentava e, em maio de 1789, após a reunião da Assembléia no palácio de Versalhes, surgiu o conflito entre os privilegiados (clero e nobreza) e o povo.

O clero e a nobreza começaram a perceber que o povo tinha mais força do que imaginavam e queriam que os votos para deputados fosse por ordem social, enquanto o povo queria que o voto fosse individual. Para isso, precisaria mudar a Constituição, o que o 1º e o 2º Estado não queriam. Esse impasse fez com que o 3º estado se revoltasse e saísse dos Estados Gerais.

Fora dos Estados Gerais, eles se reuniram e formaram a Assembléia Nacional Constituinte. O povo se uniu e tomou conta das ruas, como o seguinte slogan: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

A queda da Bastilha ocorreu logo em seguida, quando os parisienses invadiram a Bastilha (prisão), onde ficavam os inimigos políticos do rei.

Comentários
  1. tatiane
  2. ana
    • admin

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