Reflexos do 11 de Setembro

Em 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais, do tipo boeing, se chocaram contra as duas torres do World Trade Center, que vieram ao chão. Foram contabilizados cerca de 3.000 mortos, incluindo os 19 sequestradores. O atentado, atribuído aos terroristas da Al-Quaeda, provocou profundas mudanças políticas, econômicas e culturais, não só nos EUA, como em todo o mundo, sendo considerado um dos dias mais importantes da história recente.

O que é Al-Quaeda?

Em árabe Al-Quaeda quer dizer “a Base”. Trata-se de uma organização fundamentalista islâmica, fundada por Osama Bin Laden. Formada por muçulmanos e árabes, a organização foi criada com o objetivo de defender o Afeganistão da ocupação soviética, que instaurou o socialismo no país durante a Guerra Fria. A Al-Quaeda é responsável por vários ataques a alvos civis e militares, em diversas regiões do mundo e ganhou notoriedade com os ataques de 11 de setembro de 2001.

Com a morte de Osama Bin Laden, anunciada pelo governo americano em maio do ano de 2011, o assunto voltou ao foco. Por que quase 10 anos depois dos ataques às torres gêmeas em Nova York, a morte de Osama Bin Laden foi motivo de tanto furor?

“Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da al -Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças” (Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, sobre a morte de Osama Bin Laden).

Para compreender melhor a morte do terrorista, é preciso voltar aos ataques de 11 de setembro às várias razões por trás do atentado.

11 de setembro: antecedentes

Ataque ao WTC

11 de setembro: o dia que mudou o mundo

A própria Al-Quaeda alegou alguns motivos para que coordenasse os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono.

  • Presença de tropas estado-unidenses na Arábia Saudita;
  • Apoio a Israel, por parte dos Estados Unidos;
  • Sanções contra o Iraque.

Além desses motivos, também é comum encontrarmos explicações baseadas na humilhação sofrida pelo mundo islâmico, escanteado em uma economia globalizada, bem como o desejo dos fundamentalistas islâmicos em chamarem a atenção para a sua causa. No entanto, as três razões apresentadas anteriormente são as principais para a compreensão dos ataques.

O que mudou com os ataques

  • Após o atentado, as pressões políticas dos EUA contra países do Oriente Médio aumentaram muito, gerando tensões entre os principais produtores de petróleo;
  • Definição de um “Eixo do Mal”, formado por países que, em tese, ofereceriam risco aos norte-americanos. São considerados como parte do eixo: Síria, Iraque e Coreia do Norte;
  • O Presidente George W. Bush adotou uma política de “guerras preventivas”, que contribuiu para o “antiamericanismo” em vários países do mundo;
  • A invasão do Iraque, em março de 2003, mesmo com o veto do Conselho de Segurança da ONU, aumentou a instabilidade no mundo e contribuiu para o descrédito na Organização das Nações Unidas;
  • Pressões internacionais para que sejam realizadas reformas no Conselho de Segurança da ONU, que mantém uma distribuição de formas do fim da Segunda Guerra Mundial.

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