O impeachment do presidente Collor

O Governo Collor foi marcado por muita corrupção. Fernando Collor de Mello se envolveu em tanta confusão política, que nem os apoiadores de sua campanha saíram em defesa do presidente.

Diante de tantas acusações, foi aberta uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), para investigar o presidente. No fim das investigações os deputados e senadores do Congresso Nacional tiveram a comprovação de que Collor estaria envolvido em um grande esquema de corrupção que ficou conhecido como “Esquema PC”. O presidente desviava verbas do governo e ainda praticava o tráfico de influência política. Seu tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, o ajudou a montar o esquema de corrupção.

Para se livrar das acusações, Fernando Collor juntou vários documentos, que segundo ele, provaria que seus bens haviam sido adquiridos de forma limpa. Com a ajuda de seu secretário, Cláudio Vieira, o presidente alegou que suas verbas foram obtidas por meio de um empréstimo contraído junto a doleiros uruguaios. Depois de mais investigações, foi descoberta a farsa. Os documentos eram falsos e a história foi desmentida pela secretária Sandra de Oliveira.

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Fernando Collor de Mello ficou conhecido como o presidente corrupto

Então houve um novo escândalo, que ficou conhecido como “Operação Uruguai”. Collor entrou em uma irreversível situação política, já que o povo o chamava de corrupto e mentiroso.

Tentando trazer o povo para o seu lado, Collor pediu que os brasileiros saíssem às ruas com os rostos pintados de verde e amarelo, demonstrando apoio ao seu governo. Porém, o povo, principalmente jovens estudantes, saíra às ruas com o rosto pintado de verde, amarelo e preto, mostrando repugnância ao governo Collor. Esse movimento ficou conhecido como “Caras Pintadas”.

O fim do Governo Collor

Depois de tanta farsa e corrupção, a Câmara de Deputados do Congresso Nacional aprovou o impeachment de Fernando Collor de Mello. Em 22 de dezembro de 1992 ele foi deposto e automaticamente substituído pelo seu vice, Itamar Franco. Durante oito anos, Collor teve os direitos políticos cassados.

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