Jesuítas no Brasil

A Reforma Protestante, chefiada por Lutero, abalou o prestígio da Igreja Católica Romana. Com o objetivo de dirigir a Contra-Reforma e recuperar a influência, Inácio de Loyola criou, em 1534, a Ordem dos Jesuítas, ou Companhia de Jesus, legalizada pelo Papa em 1540.

Um dos objetivos básicos da Companhia era defender o catolicismo nos países onde estivesse ameaçado pelo protestantismo, colocando jesuítas em posição-chave, em geral nas universidades. Contudo, a partir de 1541, missões jesuítas passaram a ser enviadas para fora da Europa. Em 1549 chegou ao Brasil um grupo de jesuítas, chefiado por Manoel da Nóbrega, provincial no país.

Também na colônia os jesuítas se dedicaram à educação. Para isso, mantinham dois tipos de escolas: as de alfabetização e iniciação à aritmética, e os colégios, com cursos de nove anos, que ensinavam Gramática, Retórica e Filosofia Aristotélica, buscando formar novos sacerdotes.

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Missões Jesuítas no Brasil

Os Jesuítas e os Índios

Os trabalhos de maior destaque dos jesuítas foram, contudo, a catequese e a pacificação dos índios. Eles reuniram milhares de nativos nas suas “missões” e os mantiveram sob tutela, principalmente no vale do Amazonas (explorando as drogas medicinais da selva) e na região sul (criando gado).

O êxito dos jesuítas resultou do modo como agiam com os índios. Dentro do possível, respeitavam os hábitos e costumes dos nativos, aprendendo o tupi-guarani para os catequizar. E quando os colonos passaram a escravizar os índios para obrigá-los a trabalhar, os jesuítas entraram em conflito com eles (Maranhão e São Paulo).

O Fim da Companhia de Jesus

Os jesuítas, porém, não se limitaram à obra missionária: o desenvolvimento das funções colonizadoras proporcionou-lhes excelente posição econômica e bastante poder civil, causando inquietação ao governo português. Então, o marquês de Pombal, secretário de Estado de 1750 a 1777, aproveitou-se das acusações feitas a eles (de difamadores e de participarem numa conspiração que objetivava a morte do rei Dom José I) para, em 1759, extinguir a Companhia de Jesus. Por sua ordem foram expulsos todos os jesuítas de Portugal e das possessões ultramarinas, entre as quais se encontrava o Brasil.

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