Invasões Bárbaras

Os povos que falassem uma língua que os antigos romanos não pudessem compreender eram chamados por eles de “bárbaros“. Assim eram classificados os celtas da Inglaterra, Escócia, Irlanda e Bretanha; os germanos da Escandinávia e da Germânia; os eslavos da Rússia atual; os árabes da península Arábica; e os bérberes do norte da África. Ocasionalmente, membros desses grupos instalavam-se pacificamente nos territórios romanos; outras vezes, no entanto, atacavam e ocupavam regiões do Império. Conhecidas como invasões bárbaras, essas ocupações contribuíram bastante para o enfraquecimento e a queda de Roma.

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Invasões Bárbaras

Os Hunos

Entre os invasores, os mais violentos e temidos eram os hunos, uma tribo nômade originária da Mongólia. Saindo da Ásia, eles ameaçavam outras tribos que encontravam pelo caminho, provocando sua fuga para as terras romanas. Assim, os visigodos, um povo germânico, foram forçados pelos hunos a atravessar o rio Danúbio em 376 e se estabeleceram, inicialmente, no território do Império como uma nação independente. E em 410, comandados por Alarico, invadiram a Itália e tomaram Roma dez anos depois. Expulsos também pelos hunos, durante os séculos IV e V, os vândalos, outra tribo germânica da Europa Central, avançaram para o oeste e atacaram a Gália (atual França) e a Espanha, chegando até o norte da África. Sob o comando de Genserico, pilharam Roma em 455. Enquanto isso, Átila levava seus guerreiros hunos à Europa, combatendo os ostrogodos e invadindo a Gália, em 451, e o norte da Itália em 452.

Depois da morte de Átila, em 453, o poder dos hunos diminuiu. Quarenta anos mais tarde, o chefe ostrogodo Teodorico tomou o poder na Itália, fazendo-se reconhecer legítimo representante do imperador bizantino. A noroeste, outro grupo importante, os francos, ocupou a região do Reno e estabeleceu o Império Franco na Gália. Contudo, os bárbaros sofreram influência romana, chegando a copiar algumas instituições políticas imperiais, como o Senado e o Consulado.

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