Independência do Brasil

Desde o final do século XVIII, houve tentativas de independência do Brasil. As mais importantes foram a Inconfidência Mineira (1789), a Inconfidência Baiana (1797) e a Revolução Pernambucana (1817), que chegou a fundar uma república que durou três meses. As mudanças da política internacional no início do século XIX acelerariam o processo.

Em janeiro de 1808, a família real portuguesa chegava ao Brasil. Portugal era aliado da Inglaterra e o governante francês, Napoleão Bonaparte, invadira o território português para completar o bloqueio europeu contra os ingleses. Para salvar o trono, o príncipe regente dom João, filho da rainha Maria I, resolvera transferir a Corte para o Brasil. Houve então grandes mudanças na colônia. O monopólio comercial português foi abolido e os portos brasileiros abertos a todas as nações amigas (1808), o que interessava sobretudo à Inglaterra. Para instalar a administração real, dom João criou três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e da Fazenda e Interior; e outros serviços auxiliares necessários ao funcionamento do governo.

Em 1815, apesar da derrota final de Napoleão, dom João decidiu continuar no Rio. A 16 de dezembro desse ano, um decreto designava o Estado português como Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa medida tirava formalmente o país da condição de colônia. No ano seguinte, com a morte da mãe, o príncipe foi coroado como rei dom João VI.

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Dom Pedro proclamando a Independência do Brasil

Embora tivesse certa popularidade, o rei enfrentava oposição estimulada pelas ideias liberais da Revolução Francesa. Em 1820, eclodiu em Portugal a revolução do Porto, um movimento liberal que provocou a convocação das Cortes (Assembléia) para estabelecer uma Constituição. Os revolucionários exigiram o regresso do rei. Em 26 de abril de 1821, ele voltou para Portugal, deixando seu filho dom Pedro como regente do Brasil.

As Cortes mandaram dom Pedro regressar a Portugal, para “completar sua educação política”. O príncipe hesitou, mas, diante de um movimento de políticos brasileiros, decidiu ficar (9 de janeiro de 1822). No dia 16 do mesmo mês, ele organizou um ministério liderado por José Bonifácio de Andrada e Silva. A 3 de junho, convocou uma Assembléia Constituinte. E a 7 de setembro, ao receber correspondência de Portugal exigindo obediência às Cortes, proclamou a independência brasileira, nas proximidades de São Paulo.

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