Criação do Calendário

Na Antiguidade, o homem percebeu que o tempo podia ser medido em três unidades naturais: o dia solar, o mês lunar e o ano solar. Um dia solar é o tempo que o Sol gasta para atravessar o céu desde um nascente até o próximo: sua duração equivale a uma volta da Terra em torno do seu eixo, e divide-se em 24 partes chamadas horas. O mês lunar é o tempo que passa entre duas luas cheias seguidas, e corresponde a 29 dias e meio. O ano solar é o período que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol, e dura 365 dias e 6 horas. Por causa dessas 6 horas é que existe o ano bissexto.

Esses métodos de divisão do tempo chamam-se Calendários. Na Antiguidade, o homem baseava seu calendário no mês lunar, pois não podia saber exatamente quando o ano solar terminava. Mas, para localizar as estações e saber o momento em que devia plantar e colher, precisava de um calendário capaz de fixar os limites do ano solar.

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Saiba como criado o nosso calendário

O Calendário Juliano

Em 46 a.C., o imperador romano Júlio César dividiu o ano em doze meses, a começar por janeiro, tendo cada mês 30 ou 31 dias, com exceção de fevereiro, que passou a contar 29 ou 30 dias a cada quatro anos. (Mais tarde, Augusto transferiu um dia de fevereiro para agosto.) Este era o chamado Calendário Juliano, no qual o ano tinha 365 dias e 6 horas (essas horas a mais formavam o dia acrescentado a fevereiro de quatro em quatro anos). Depois, passou-se a enumerar os anos segundo duas eras: uma antes do nascimento de Cristo (a.C.) e a outra, depois (d.C.). Após cerca de 1500 anos de uso descobriu-se que o Calendário Juliano não era exato: tinha 11 minutos e 14 segundos a mais que o ano solar.

O Calendário Gregoriano

Assim, por volta de 1580 estava já com dez dias a mais. Em 1582, o Papa Gregório XIII excluiu esses dias (isto é, eles foram contados novamente) e fez uma mudança a fim de resolver o problema: a cada cem anos, fevereiro não teria o seu dia extra de ano bissexto, exceto a cada quatrocentos anos, a contar do ano 1600. Este calendário, chamado Gregoriano, que é usado atualmente, apresenta uma diferença de 26,3 segundos em relação ao ano solar.

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