Colonização das Américas

Com a exploração de madeiras (como o pau-brasil), peles de animais e minerais preciosos, iniciou-se, no século XVI, a colonização das Américas. Mais tarde, porém, o desenvolvimento da agricultura daria uma base econômica mais estável à colonização.

A colonização da América espanhola começou com a destruição das avançadas civilizações dos incas (Peru), astecas (México) e maias (América Central). Em 1519 era fundado o primeiro povoamento do continente: Veracruz, no México. Mais tarde, criaram-se os vice-reinados da Nova Espanha (da Guatemala à Califórnia) e do Peru, que abrangia toda a América do Sul espanhola. Nas regiões onde foram encontrados metais preciosos, a colonização inicial foi entregue aos jesuítas que ali estabeleceram “missões” (Paraguai, norte da Argentina, sul do Brasil). No princípio do século XIX, o enfraquecimento da Espanha facilitou a libertação de suas colônias americanas, através das guerras de independência lideradas por Simón Bolívar e apoiadas pelas populações locais.

Colonização da América do Norte

No final do século XVI, iniciou-se a colonização da América do Norte, com a instalação de colonos ingleses na Virgínia, onde se desenvolveu a plantação de tabaco. A partir de 1629, começou a importação de escravos africanos. Lutas político-religiosas, principalmente na Inglaterra, estimularam a vinda de colonos para a América. Esses imigrantes não visavam apenas à exploração comercial, mas a construção de uma sociedade nova, onde pudessem viver. Nas regiões do norte, a ocupação da terra fez-se em pequenas propriedades, enquanto no sul formaram-se as grandes propriedades (latifúndios), que utilizavam o trabalho escravo. No século XVIII, os ingleses ocuparam o Canadá (colônia francesa) incorporando-o definitivamente às possessões inglesas depois da Guerra dos Sete Anos (1756/63). Em 1776, as treze colônias da América do Norte proclamaram a independência com o nome de Estados Unidos da América.

Holandeses e franceses também se dirigiram para as novas terras da América do Norte e Central, desenvolvendo lucrativas culturas de tabaco, café, açúcar e algodão.

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Veja como era a divisão da América em colônias

Colonização do Brasil

A ocupação do território brasileiro foi um problema de difícil solução para Portugal, que tinha população reduzida. Nos primeiros trinta anos, as poucas povoações eram feitorias de embarque do pau-brasil. A ameaça constante dos franceses levou Portugal a tentar a colonização mediante a divisão do território em capitanias hereditárias, que tiveram pouco sucesso. Em 1549, foi criado o governo geral. A cultura da cana-de-açúcar, que se adaptou facilmente ao clima e ao solo da colônia, influiu na divisão das terras. O açúcar só dava lucro se produzido em grande quantidade. E assim, formaram-se as grandes propriedades, que resolveram o problema da mão-se-obra com a importação de escravos africanos. A constante ameaça dos índios, o alto custo de instalação de engenhos e a ausência de um mercado interno para outros produtos que não o açúcar impediram a formação de pequenas propriedades.

Com a descoberta das minas, povoaram-se novas regiões do país (Minas Gerais). A pecuária desenvolveu-se  no nordeste e no sul do país. A vinda de D. João VI para o Brasil apressou a luta pela independência, proclamada em 7 de setembro de 1822.

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