Brasil Colônia – União Ibérica

É chamado de Brasil Colônia o período da chegada dos portugueses, liderados por Pedro Álvares Cabral, em 1500, até a independência do país, em 1822.

Podemos estudar este período da história brasileira em 4 tópicos: jà falamos sobre o Período Pré colonial, quando o único produto explorado ainda era o pau-brasil, e já falamos também sobre o Ciclo do açúcar e ouro, que teve início em 1530, quando os portugueses começaram a povoar as novas terras, fazendo o plantio de açúcar e logo em seguida, começaram novas explorações em busca de ouro e outras pedras preciosas. Hoje falaremos sobre a União Ibérica e, em breve, sobre a Organização Administrativa.

União Ibérica

No período de 1580 a 1640 o Brasil esteve sob domínio espanhol, uma vez que o trono português ficou vago após a morte de D. Sebastião, durante a batalha contra os mouros marroquinos em Alcácer-Quibir, no ano de 1578. Como ainda era bem jovem, não havia deixado herdeiros. Por dois anos, o cardeal dom Henrique, seu tio-avô, assumiu o Estado português, mas logo morreu sem também deixar herdeiros. Valendo-se de sua descendência portuguesa, e mediante ameças aos portugueses, o rei espanhol Felipe II assumiu o trono português, criando a chamada União Ibérica, em 1580.

O Rei da Espanha, Filipe II, toma o trono de Portugal, instituindo a União Ibérica

O Rei da Espanha, Filipe II, toma o trono de Portugal, instituindo a União Ibérica

Esta vitória política do rei espanhol permitiu a recuperação financeira de seu país, que estava comprometida devido aos gastos em diversos conflitos militares, através da maior arrecadação de tributos e controle do comércio de escravos e açúcar.

Apesar de Felipe II ter mantido as diretrizes da colonização portuguesa, preservando a maioria das posições ocupadas por comerciantes e burocratas lusitanos através do Tratado de Tomar, assinado em 1581, e permitindo que os navios portugueses controlassem o comércio com a colônia, a influência espanhola no Brasil o tornou alvo de diversos inimigos espanhóis, como os holandeses, com quem estavam em guerra.

Como a Holanda tinha acordos com Portugal, devido aos empréstimos feitos para que fossem montados os engenhos de açúcar, a atitude da coroa espanhola de proibir que os holandeses fizessem o transporte do açúcar a ser comercializado na Europa não foi bem aceita pelos holandeses, que acabaram por invadir o nordeste brasileiro em 1630.

Estabeleceram-se em Pernambuco e durante a administração de Maurício de Nassau (1637 e 1644)  a região desenvolveu-se muito, tendo investido na sua urbanização, modernização dos engenhos,  permissão da liberdade de culto (os holandeses eram protestantes e os brasileiros, católicos), além da construção de um hospital destinado aos pobres. Estes fatores são de grande relevância para se entender porque os habitantes desta região não se rebelaram contra o domínio holandês.

A restauração do trono português pela dinastia Bragança finaliza o período da União Ibérica, mas a partir deste momento, Portugal enfrenta diversas dificuldades, como expulsar os holandeses do nordeste (Insurreição Pernambucana), concorrência com o açúcar holandês produzido nas Antilhas e forte dependência de produtos ingleses.

Assim sendo, Portugal intensifica a tributação e fiscalismo na colônia, criando o Conselho Ultramarino em 1641, sediado em Lisboa e com o objetivo de centralizar a administração colonial.

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