Bandeirantes

A falta de braços para o trabalho foi um dos maiores problemas que os portugueses enfrentaram no início da colonização brasileira. Por isso, as expedições enviadas para reconhecer as novas terras começaram também a aprisionar índios trazendo-os como escravos para as plantações. Em São Paulo, essas expedições, denominadas Entradas passaram a ser organizadas sistematicamente. Por levarem uma bandeira na vanguarda, as colunas expedicionárias de São Paulo tornaram-se conhecidas como Bandeiras, e seus chefes como bandeirantes.

Os bandeirantes também eram os responsáveis por ir atrás de Quilombos, destruindo-os e trazendo de volta escravos fugidos.

A primeira Bandeira preparada exclusivamente para aprisionar índios foi organizada por Jerônimo Leitão em 1581, em São Vicente. Logo seguiram-se muitas outras. A maior dessas expedições partiu de São Paulo em 1628 com 4000 pessoas e regressou em maio de 1629 trazendo mais de 20.000 índios.

Os bandeirantes falavam português, mas também aprenderam a língua tupi. Essa língua deu origem a vários nomes, por onde os bandeirantes passaram: Jundiaí, Piracicaba, Sorocaba, Taubaté, Guaratinguetá, Mogi das Cruzes, São Luiz do Paraitinga, Tatuapé etc.

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A Decadência das Bandeiras

Contudo, na segunda metade do século XVII já não era fácil encontrar índios em locais próximos. Além disso, eles não se adaptavam ao trabalho como os negros africanos, e morriam facilmente. Os bandeirantes partiram, então, para o oeste, seguindo o exemplo de Raposo Tavares, que chegara à Bolívia. Em busca de ouro, Fernão Dias Pais encontrou turmalinas e as confundiu com esmeraldas. Mas Manuel de Borba Gato localizou as primeiras jazidas de ouro em Minas Gerais, abrindo caminho para que os bandeirantes dessem início à exploração das terras auríferas de Cataguases e Sabará (1693). A partir daí o bandeirantismo entrou em decadência.

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