O Planeta Júpiter

A 778 milhões de quilômetros do Sol e a 628 milhões de quilômetros da Terra, Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar: tem 142.700 quilômetros de diâmetro e dentro dele caberiam 1.300 planetas como a Terra. Seu movimento de rotação é o mais rápido de todos os planetas: 9 horas e 55 minutos. O de translação corresponde a cerca de 12 anos terrestres. O planeta gira em torno de um eixo de 3º de inclinação.

Júpiter emite uma luz brilhante que o torna facilmente visível a olho nu, nas noites de céu limpo. Observando-o ao telescópio, já em 1610 Galileu descobrira seus maiores satélites: Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Esses quatro corpos podem ser observados com binóculos ou lunetas de amadores. Vistos da Terra, os eclipses que ocorrem nesses satélites mostram avanços e recuos, decorrentes da distância entre Júpiter e nosso planeta.

Quatro naves espaciais não tripuladas, todas enviadas pelos Estados Unidos, realizaram estudos em Júpiter: A Pioneer X, em 1972; a Pioneer-Saturno, em 1974; a Voyager I, em março de 1979 e a Voyager II, em julho do mesmo ano.

Características do Planeta Júpiter

jupiter

Repare a grande mancha vermelha do Planeta Júpiter

É constituído de vários tipos de gases, especialmente hidrogênio e hélio, os mesmos que predominam no Sol. A superfície de Júpiter fica oculta por nuvens espessas que formam faixas coloridas em volta do planeta. Amônio e metano congelado, além de outras substâncias, compõem essas nuvens. Júpiter apresenta uma mancha oval, vermelha, com cerca de 40 mil quilômetros de extensão e 32 mil quilômetros de largura. Essa mancha foi observada pela primeira vez pelo astrônomo italiano Gian Domenico Cassini em 1655. Pesquisas posteriores mostraram que se trata de uma enorme tempestade, que já dura a séculos.

Acima das nuvens, a temperatura é de aproximadamente -145ºC; abaixo delas, atinge 5.500ºC. Embora não se tenha podido medir a temperatura da superfície, acredita-se que o centro do planeta chegue a 30.000ºC. Os cientistas ignoram se há alguma forma de vida em Júpiter. Certos tipos de microrganismos poderiam ser capazes de sobreviver mesmo nas condições rigorosas apresentadas pelo planeta.

Fotografias tiradas pela Voyager I mostram um anel ao redor de Júpiter.

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