Condução de Seiva

Por sua origem marítima, as plantas primitivas apresentavam estreita dependência do meio aquoso. À medida que foram passando por um processo de evolução apresentaram uma série de adaptações que lhes permitiram sobreviver na terra. Assim, desenvolveram tecidos especiais que transportam água, sais minerais e alimentos orgânicos. As plantas superiores possuem dois sistemas de condução: o lenho (ou xilema) e o líber (ou floema), bastante distintos tanto na forma como no funcionamento.

Xilema e Floema

O lenho (ou xilema) transporta a água e os sais minerais, desde as raízes até as folhas e frutos, passando pelo caule. E o líber (ou floema) é responsável pelo transporte dos alimentos (açúcares, aminoácidos, ácidos orgânicos, etc.). Ao líquido transportado pelo lenho dá-se o nome de “seiva lenhosa” ou “seiva bruta“. O que percorre os vasos liberianos é denominado “seiva liberiana” ou “seiva elaborada“.

seiva

Esquema mostrando como funciona o transporte de seiva

Os vasos do lenho são estruturas mortas que funcionam como canais (ductos) inertes, capazes de transportar a seiva a grandes alturas, como por exemplo, nas altíssimas sequóias da Califórnia. A força de sucção que impulsiona a seiva bruta forma-se nas folhas da copa, devido à evaporação, também denominada transpiração. A seiva também pode ser transportada por pressão exercida da raiz.

Os liberianos são estruturas vivas, dispostos à superfície do lenho, que conduzem a seiva elaborada a partir das folhas verdes para todo o resto da planta. Pode originar-se, também, dos órgãos de reserva, como os bulbos, tubérculos, etc.

Faça Uma Experiência

Uma simples experiência pode comprovar a condução de seiva até as flores de uma planta. Basta colocar cravos brancos mergulhados em água colorida. Em um ou dois dias, as flores terão adquirido a cor da água.

 

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